Projeto SINASC–SIM · Anomalias · Ceará

Mortalidade infantil por anomalias congênitas no Ceará

Versão preliminar
Tema

Óbitos de menores de 1 ano com anomalia congênita como causa e nascidos vivos com anomalia registrada, por ano, grupo, idade e lugar.

Fonte: SIM e SINASC, microdados do DATASUSSérie: 2001–2025 (2025 preliminar)População: residentes no CearáArquivos conferidos no FTP em: 26/09/2026Painel gerado em: 07/10/2026

Panorama

Quanto da mortalidade infantil se deve a anomalias congênitas, ano a ano.

Nascidos vivos com anomalia

O que a Declaração de Nascido Vivo registra: quantos nascem com anomalia, de que grupo e com que qualidade de preenchimento.

Fora da lista de 2025

Quais anomalias registradas ao nascer não entram em nenhum dos grupos da lista de anomalias prioritárias, e o que há no grupo “Outras AC do Aparelho Circulatório”.

Cardiopatias ao nascer

Quais códigos de cardiopatia congênita aparecem na Declaração de Nascido Vivo e quem são esses nascidos.

Q89 ao nascer

Quem são os nascidos registrados com Q89, outras malformações congênitas não classificadas em outra parte, inclusive Q89.9, malformação congênita não especificada.

Óbitos com anomalia

Quais grupos de anomalia respondem pelos óbitos infantis, como causa básica e como menção na Declaração de Óbito.

Regionalização

Os indicadores por Superintendência Regional (5) e por Área Descentralizada de Saúde (22): onde residem, onde nascem e onde morrem.

Residência, nascimento e óbito

Cada registro tem até três lugares. Eles respondem a perguntas diferentes e não se misturam no mesmo indicador.

Idade ao morrer

Em que momento do primeiro ano de vida os óbitos ocorrem, no conjunto e por grupo de anomalia.

Nascer × morrer

O que o SINASC registra ao nascer comparado ao que o SIM registra como causa do óbito.

Perfil dos óbitos

Sexo, peso ao nascer, duração da gestação, idade da mãe e tipo de parto: óbitos por anomalia comparados com todos os óbitos infantis.

Perfil dos nascidos

Sexo, peso ao nascer, duração da gestação, idade da mãe e tipo de parto: nascidos com anomalia comparados com todos os nascidos vivos.

Qualidade e métodos

O que entra em cada número, como foi conferido e o que os dados não permitem dizer.

Conferência com o TabNet

1996–2024

Dois caminhos independentes até o mesmo número: o do painel (FTP, leitor próprio, regras do painel) e o do DATASUS (TabNet). Só anos com arquivo definitivo.

Nos três totais que reprovam (óbitos de menores de 1 ano, óbitos com causa básica Q00–Q99 e nascidos vivos), os 29 anos de 1996 a 2024 batem exatamente, com 1 exceção conhecida e listada: nascidos vivos em 2007 (+1, 1 registro a mais no arquivo do FTP que no TabNet; não investigado). Os nascidos com anomalia são comparados sem reprovar, porque o TabNet classifica um tipo de anomalia por nascido. A conferência inclui 1996–2000, anos que ficam fora do painel.

Ver a conferência ano a ano
Painel comparado ao TabNet, residentes no Ceará, 1996–2024
AnoÓbitos infantis, painelTabNetDif.Óbitos Q00–Q99, painelTabNet Dif. Nascidos vivos, painelTabNet Dif. Nascidos com anomalia, painelTabNet Dif.
19964.3804.38001841840117.264117.2640000
19974.3324.33202832830135.356135.3560000
19984.1474.14702852850139.743139.7430000
19994.1114.11102422420143.101143.101059590
20003.8013.80102972970143.393143.39303493490
20013.1693.16902972970149.067149.06704224220
20023.4613.46103273270143.242143.24205175170
20033.5063.50603513510140.083140.08305865860
20043.0833.08303313310137.335137.33506606600
20052.5662.56603303300140.035140.03506366360
20062.4432.44303913910135.020135.02006916910
20072.1572.15703733730133.839133.83818798781
20082.1042.10403653650133.917133.91708278270
20092.0392.03903463460131.393131.39309749740
20101.6911.69102982980128.831128.83109509500
20111.7501.75003053050128.592128.59209489480
20121.6091.60902942940126.868126.86809449440
20131.7261.72603123120124.876124.87609739730
20141.5811.58102912910128.681128.68109209200
20151.5981.59803233230132.516132.51601.0961.0960
20161.5961.59603743740126.246126.24601.2201.2200
20171.6881.68803853850127.797127.79701.1601.1600
20181.5941.59403703700131.491131.49101.2541.2540
20191.5801.58003893890129.185129.18501.3361.3360
20201.4171.41703063060121.904121.90401.2151.2150
20211.2871.28702802800120.266120.26601.2251.2250
20221.3171.31702742740112.308112.30801.1061.1060
20231.3021.30203173170111.091111.09101.2081.2080
20241.1801.18003203200105.453105.45301.2451.2450

Fonte dos números: 7_painel/3_saidas/perfil/conferencia_tabnet_serie.csv

O que a conferência não cobre: o conteúdo campo a campo, as taxas por território e os grupos de anomalia. Ela garante os totais anuais.

Desde quando cada variável existe

Medido nos próprios arquivos, ano a ano.

SistemaVariávelPrimeiro ano com preenchimentoServe para
SIMLinhas da Declaração de Óbito (LINHAA–LINHAII)1999menção de anomalia sem ser causa básica
SIMCódigo do estabelecimento (CODESTAB)2001hospital de ocorrência do óbito
SIMMunicípio de naturalidade (CODMUNNATU)2014município onde nasceu a criança que morreu
SINASCCódigo da anomalia (CODANOMAL)1999anomalia registrada ao nascer
SINASCAnomalia detectada (IDANOMAL)2001completude do campo de anomalia
SINASCCódigo do estabelecimento (CODESTAB)2001maternidade do nascimento
SINASCMais de um código de anomalia por nascido2006anomalias múltiplas; antes disso, um código só

Fonte dos números: 7_painel/3_saidas/perfil/layout_colunas.csv

Qualidade do registro de óbitos

2001–2025

Artefatos de registro vêm antes da leitura epidemiológica.

Ver os indicadores ano a ano
Qualidade do registro de óbitos infantis, Ceará, por ano
AnoArquivo% de óbitos infantis com causa mal definida% de DO com linhas preenchidas% dos óbitos por anomalia com Q89.9 ou Q24.9
2001definitivo10,9100,040,1
2002definitivo11,4100,037,6
2003definitivo13,1100,038,2
2004definitivo9,387,036,6
2005definitivo7,594,335,5
2006definitivo2,2100,038,1
2007definitivo2,1100,035,7
2008definitivo2,7100,030,7
2009definitivo2,599,333,2
2010definitivo2,8100,031,9
2011definitivo2,4100,026,2
2012definitivo1,7100,029,3
2013definitivo2,199,924,0
2014definitivo2,5100,021,3
2015definitivo1,7100,025,7
2016definitivo1,3100,017,9
2017definitivo1,7100,022,3
2018definitivo1,9100,018,9
2019definitivo1,6100,022,4
2020definitivo2,4100,013,4
2021definitivo1,2100,014,6
2022definitivo1,199,920,4
2023definitivo1,6100,020,8
2024definitivo0,9100,020,3
2025preliminar0,9100,018,5

Fonte dos números: 7_painel/3_saidas/agregados/serie_anual_obitos.csv

As causas mal definidas passam de 10% dos óbitos infantis até 2003 e ficam abaixo de 3% a partir de 2006.

Definições

Óbito infantil
Óbito não fetal de menor de 1 ano, residente no Ceará: unidade de IDADE em minutos, horas, dias ou meses, ou IDADE = 400 (“0 anos”, sem detalhe), como faz o DATASUS.
Óbito por anomalia congênita
Causa básica (CAUSABAS) no capítulo XVII da CID-10, Q00–Q99.
Menção
Código Q em qualquer linha da Declaração de Óbito ou na causa básica, nos anos em que as linhas estão preenchidas.
Nascido com anomalia
Pelo menos um código válido em CODANOMAL. “Sim” sem código é contado à parte.
Taxa
Por 10 mil nascidos vivos do SINASC, mesma residência e mesmos anos, com IC95% exato de Poisson. O equivalente por 1.000 aparece ao lado da mortalidade infantil total.
Grupos
Os 14 grupos da lista de anomalias prioritárias de 2025 (classificação principal) e os blocos do capítulo XVII da CID-10, classificados pelo pacote anomaliasbr. Código de categoria sem subcategoria (por exemplo, Q90X) entra no grupo quando todas as subcategorias da categoria estão no mesmo grupo. Nascido que só tem códigos de fora do capítulo XVII (quase sempre D18.0, hemangioma) entra em “Fora da lista de 2025” e em nenhum bloco.
Demais
“Demais óbitos infantis” e “demais nascidos vivos” são sempre todos os outros: o total menos a série escolhida nos filtros.
Componentes
Neonatal precoce (0–6 dias), neonatal tardio (7–27 dias) e pós-neonatal (28–364 dias).

Regiões de saúde

O painel usa a lista de Superintendências Regionais e Áreas Descentralizadas de Saúde da SESA-CE de 02/03/2022, a mesma dos projetos do SINAN: 184 municípios, 22 ADS e 5 SR. Ela é aplicada a todos os anos.

Comparação com o IntegraSUS, pela região de saúde que ele atribui a cada município nos óbitos infantis de 2013–2026: 183 de 184 municípios estão na mesma região. Diverge: Várzea Alegre (ADS Icó na lista da SESA; “20ª Região Crato” no IntegraSUS em todos os anos, 2013–2026). O painel segue a lista da SESA-CE também nesse caso.

Nomes diferentes para a mesma região: “Litoral Leste” aqui e “Litoral Leste/Jaguaribe” no IntegraSUS; “Norte” aqui e “Sobral” no IntegraSUS; “Beberibe” aqui e “22ª Região Cascavel” no IntegraSUS.

Fonte: 7_painel/3_saidas/perfil/regionalizacao_conferencia.csv.

Limites

  • Arquivos por UF de residência. O que fica de fora está na aba “Residência, nascimento e óbito”.
  • Sem linkage entre SIM e SINASC: nenhuma medida acompanha a mesma criança do nascimento ao óbito.
  • Sem correção de sub-registro de óbitos ou de nascimentos. As taxas dos anos mais antigos são as menos confiáveis.
  • 80 óbitos infantis de 2001–2025 têm idade “menor de 1 ano” sem detalhe (66 em 2003); entram no total e ficam fora dos componentes. Nenhum tem anomalia como causa básica.
  • Até 2005 o SINASC guarda um só código de anomalia por nascido; grupos que costumam vir como segundo código ficam subestimados nesses anos.
  • A distribuição da duração da gestação muda de padrão entre 2010 e 2012, no SIM e no SINASC. Comparar períodos antes e depois disso mistura mudança de registro com mudança real.
  • Quando o município de residência ou o do evento é ignorado, a distância não é conhecida: o registro fica fora do quadro de distância e dos percentuais de “fora do município”.
  • IDADE = 300 (“0 meses”) entra no componente pós-neonatal, embora possa ser de menos de 28 dias; são 2 óbitos na série, nenhum por anomalia.
  • 2025 vem de arquivo preliminar e pode mudar.

Comparação com o IntegraSUS

2013–2025

As duas fontes são extrações diferentes do SIM e do SINASC, em datas diferentes. Não é conferência de código: mostra quanto os números do painel diferem dos que os colegas veem no IntegraSUS.

Ver a comparação ano a ano
Painel (arquivos do DATASUS) comparado ao painel de Mortalidade Infantil do IntegraSUS (base da SESA-CE)
AnoArquivo DATASUSÓbitos infantis, painelIntegraSUSDif.Nascidos vivos, painelIntegraSUS Dif. Óbitos cap. XVII, painelIntegraSUS Dif.
2013definitivo1.7261.71511124.876125.325-449312––
2014definitivo1.5811.584-3128.681128.2923892912892
2015definitivo1.5981.5908132.516132.3481683233230
2016definitivo1.5961.5906126.246125.8473993743713
2017definitivo1.6881.6826127.797127.3814163853850
2018definitivo1.5941.57420131.491131.0874043703637
2019definitivo1.5801.5782129.185129.417-2323893890
2020definitivo1.4171.4170121.904121.948-44306307-1
2021definitivo1.2871.289-2120.266120.312-462802791
2022definitivo1.3171.3152112.308112.368-602742740
2023definitivo1.3021.3020111.091111.136-453173161
2024definitivo1.1801.1800105.453105.484-313203155
2025preliminar1.2031.205-2107.390107.440-50292293-1

Fonte dos números: 7_painel/3_saidas/perfil/conferencia_integrasus.csv

Conferência com documentos publicados pela SESA-CE

1997–2025

Os números de mortalidade infantil que a Secretaria da Saúde do Ceará publicou em boletins, planos e relatórios, comparados com o mesmo indicador, ano e território calculado dos microdados do DATASUS usados no painel. A comparação foi feita por este projeto em 02/10/2026, com documentos públicos: não é revisão nem aprovação da Secretaria.

Foram transcritos 5.843 números de 44 documentos, cada um com documento, página e trecho literal. 4.405 têm o mesmo indicador no painel: 3.454 são iguais, 607 compatíveis e 344 divergentes, ou seja, 92,2% iguais ou compatíveis. Igual é contagem idêntica, ou taxa igual depois de arredondar como no documento; compatível é contagem com diferença de até 5 registros ou 1%, ou taxa com diferença de até 2%. O critério foi escrito antes de ver os números. Os outros 1.438 ficaram sem par: são, sobretudo, indicadores que o painel não calcula, como óbitos de todas as idades, investigados e evitáveis. A conferência inclui 1997–2000, anos que ficam fora do painel.

Nos três boletins de mortalidade infantil (outubro de 2024, dezembro de 2025 e julho de 2026), os óbitos infantis do Ceará de 2000–2025 batem com os do painel: 100 números iguais e 13 compatíveis, nenhum divergente. Na série do boletim de julho de 2026, 24 dos 25 anos de 2001–2025 são idênticos, entre eles 2025, de arquivo preliminar; difere 2022 (1.314 no boletim e 1.317 no painel). Os 10 números de óbitos por cardiopatia que os boletins trazem nos rankings de causas (categorias Q24 e Q21) são idênticos.

Os documentos quase não trazem números de anomalias congênitas: não há série anual do estado para óbitos por anomalia nem para nascidos com anomalia. A conferência cobre a mortalidade infantil geral e os nascidos vivos, que são o total e o denominador com que o painel compara as anomalias, e toca as anomalias só em pontos isolados.

Das 344 divergências, 253 têm explicação testada nos dados: 157 são taxas de município ou região pequena em que a diferença equivale a no máximo 1 óbito; 47 são das regiões de Icó e de Crato, porque os documentos contam Várzea Alegre em Crato (ver “Regiões de saúde”); 35 estão em anos que o próprio documento marca como parciais ou preliminares; 14 são proporções calculadas pelo documento sobre os óbitos de causa definida. 91 ficaram sem explicação, a maior parte em nascidos vivos por região de saúde em anos específicos.

Ver os números mais próximos do tema do painel
Os números publicados mais próximos do tema do painel
O que foi comparadoNúmeros publicadosIguaisCompatíveisDivergentesMaior diferença
Óbitos infantis do Ceará, por ano, nos três boletins de mortalidade infantil (2000–2025)11310013017
Nascidos vivos do Ceará nos mesmos boletins (2000, 2011, 2021, 2023, 2024, 2025)10460714
Óbitos por cardiopatia nos rankings de causas dos boletins (categorias Q24 e Q21, por componente, 2023–2025)1010000
Óbitos infantis do capítulo XVII: Ceará em 2010 (número) e região do Cariri em 2013–2023 (número e taxa por 1.000 NV)1312101
Nascidos vivos com anomalia, região Litoral Leste/Jaguaribe (2019–2023)55000

Fonte dos números: 4_saidas/conferencia_sesa/painel_foco.csv

Ver a série do estado, ano a ano
Ceará, 2001–2025: boletim de mortalidade infantil de julho de 2026 e painel (microdados do DATASUS)
AnoÓbitos infantis, SESA-CEPainelDif.Nascidos vivos, SESA-CEPainel Dif. Mortalidade infantil por 1.000 NV, SESA-CEPainel
20013.1693.1690–––21,321,26
20023.4613.4610–––24,224,16
20033.5063.5060–––25,025,03
20043.0833.0830–––22,422,45
20052.5662.5660–––18,318,32
20062.4432.4430–––18,118,09
20072.1572.1570–––16,116,12
20082.1042.1040–––15,715,71
20092.0392.0390–––15,515,52
20101.6911.6910–––13,113,13
20111.7501.7500128.592128.592013,613,61
20121.6091.6090–––12,712,68
20131.7261.7260–––13,813,82
20141.5811.5810–––12,312,29
20151.5981.5980–––12,112,06
20161.5961.5960–––12,612,64
20171.6881.6880–––13,213,21
20181.5941.5940–––12,112,12
20191.5801.5800–––12,212,23
20201.4171.4170–––11,611,62
20211.2871.2870120.266120.266010,710,70
20221.3141.317-3–––11,711,73
20231.3021.3020–––11,711,72
20241.1801.1800–––11,211,19
20251.2031.2030107.436107.3904611,211,20

Fonte dos números: 4_saidas/conferencia_sesa/painel_serie_estado.csv

Diferença = SESA-CE menos painel. O boletim usa a base estadual, com data de extração própria; o painel usa os arquivos do DATASUS.

O que esta conferência não garante: a transcrição e a comparação foram feitas por inteligência artificial e ainda não foram revistas por uma pessoa; 2.301 dos 5.843 números vêm de tabelas e gráficos que os boletins trazem como imagem, lidos por um único leitor. Os documentos usam a base estadual, que recebe correções depois do fechamento da base pública, e as edições divergem entre si em alguns anos: diferença pequena é esperada.

Sobre esta versão

Aviso de uso e contato, as decisões aplicadas, as revisões e o que está dentro do arquivo.

Aviso: versão preliminar, de teste

Este painel é um projeto pessoal de pesquisa, em versão preliminar e de teste. Não é um produto oficial. Não foi revisado nem aprovado por nenhuma instituição, e o conteúdo não representa a posição da Secretaria da Saúde do Ceará, do Ministério da Saúde, da Universidade de Fortaleza (Unifor) ou de qualquer outra instituição a que o autor esteja vinculado.

O painel pode conter erros, e é provável que contenha: de dados, de cálculo, de classificação das anomalias, de atribuição de território ou de interpretação. Boa parte dele foi feita com ajuda de inteligência artificial (ver “Quem fez o quê”, abaixo). Use com cautela. Antes de citar um número ou de tomar uma decisão com base nele, confira nas fontes oficiais (TabNet do DATASUS, IntegraSUS) e leia as limitações na aba “Qualidade e métodos”.

Os dados vêm dos microdados públicos do SIM e do SINASC, sem identificação de pessoas. Os números podem mudar quando o DATASUS atualizar os arquivos, sobretudo os de 2025.

Erros, dúvidas e sugestões: cgarciafilho@gmail.com.

Decisões aplicadas (26 e 27/09/2026)

  1. Período: o painel cobre 2001–2025, com 2025 preliminar incluído e marcado. Os anos de 1996 a 2000 foram baixados e conferidos, mas ficam fora do painel (decisão de 27/09/2026); o motivo está na nota abaixo dos filtros.
  2. Unidade: 10 mil nascidos vivos para anomalias, com o equivalente por 1.000 ao lado da mortalidade infantil total.
  3. Classificação principal: lista de anomalias prioritárias de 2025. Os blocos da CID-10 são a alternativa no filtro.
  4. Regiões de saúde: nomes e delimitação da lista da SESA-CE de 02/03/2022, usada nos projetos do SINAN. Onde o IntegraSUS diverge (Várzea Alegre: ADS Icó na lista, região de Crato no IntegraSUS; as duas ADS são da SR Cariri), vale a lista.
  5. Menor território no mapa: ADS. Município só em tabela, com anos agregados e regra de supressão.
  6. Nascimentos no Ceará de mães de outras UF: declarados como limite.
  7. Perfil em duas abas: óbitos por anomalia comparados com todos os óbitos infantis, e nascidos com anomalia comparados com todos os nascidos vivos (pedido de 27/09/2026).
  8. Nascido com código só de fora do capítulo XVII entra em “Fora da lista de 2025”. São 108 nascidos em toda a série: D18.0, hemangioma de qualquer localização (107); N13.2, hidronefrose com obstrução por calculose renal e ureteral (1). D18.0 consta da relação de códigos aceitos na DN (apêndice E do manual de preenchimento, capítulos II e XVII da CID-10) e da tabela de anomalias do TabWin; N13.2 não consta de nenhuma delas e é um código digitado em uma única DN.
  9. Duração da gestação lida só do campo de faixa, sem recuperar pelo número de semanas.

O que mudou desde o protótipo anterior

  • Os filtros funcionam, e todos os quadros de uma aba respondem aos mesmos filtros. Quando um quadro não responde a um filtro, isso está escrito nele.
  • Os totais anuais de 1996 a 2024 foram conferidos com o TabNet. A conferência mostrou que o DATASUS conta como óbito infantil os registros com idade “0 anos” sem detalhe; a regra do painel foi ajustada para contar igual. 2025 é preliminar e fica fora da conferência com o TabNet; tem a comparação com o IntegraSUS e com os documentos da SESA-CE.
  • O mapa e as barras por território trocam entre residência (taxa) e ocorrência ou nascimento (número).
  • Cada tabela pode ser copiada e colada numa planilha.
  • A página abre em tema escuro. O seletor “Tema”, no topo, troca para claro ou para automático (segue o sistema), e a escolha fica guardada no navegador de quem escolheu.
  • Os botões de período foram retirados: o período é escolhido nos menus “de” e “até”, e “Limpar filtros” volta ao período inteiro.

Abas novas (02/10/2026)

Pedidas por colegas que usaram o painel:

  • Fora da lista de 2025: quais códigos de anomalia registrados ao nascer não pertencem a nenhum dos 14 grupos prioritários, por categoria, bloco da CID-10 e período, e o que há no grupo “Outras AC do Aparelho Circulatório”.
  • Cardiopatias ao nascer: os códigos de cardiopatia congênita (Q20–Q26) registrados na Declaração de Nascido Vivo, quantos são “não especificados”, com que outras anomalias aparecem, a comparação com os óbitos por categoria e o perfil desses nascidos.

As duas abas respondem só ao período e ao território. Os números delas são conferidos, a cada versão, contra o cálculo direto das bases.

Avaliação por colegas (07/10/2026)

Colegas que trabalham com o tema avaliaram o painel. O que mudou:

  • Nascidos vivos com anomalia: o quadro da série passou a chamar-se “Taxa de nascidos vivos com anomalia”, e ganhou ao lado o quadro “Nascidos com anomalia e anomalias registradas”, que compara as duas contagens por 10 mil nascidos vivos, porque o Ministério da Saúde tabula anomalias (códigos), não nascidos com anomalia.
  • Q89 ao nascer: aba nova, com a mesma lógica da aba de cardiopatias, para os nascidos registrados com a categoria Q89 (inclusive Q89.9, malformação congênita não especificada): códigos, só Q89 ou com outras anomalias, comparação com os óbitos infantis por Q89, perfil e onde nasceram.
  • Indicador “não especificado”: nas abas Fora da lista, Cardiopatias e Q89, o texto diz quais códigos entram na conta, de que população e quantos nascidos não têm nenhum outro código.
  • Códigos fora do capítulo XVII: a nota do quadro por grupo lista cada código com o número de nascidos e diz de onde ele vem (relação de códigos aceitos na DN; tabela do TabWin).

Conferência com documentos da SESA-CE (02/10/2026)

Os números de mortalidade infantil que a Secretaria da Saúde do Ceará publicou em 44 boletins, planos e relatórios foram comparados com os do painel: 92,2% dos 4.405 números com o mesmo indicador são iguais ou compatíveis. O resultado, as divergências e os limites estão na aba “Qualidade e métodos”. A comparação é deste projeto, com documentos públicos; não é revisão nem aprovação da Secretaria.

Revisão humana (26 e 27/09/2026)

cgarciafilho leu cada aba na página e deixou comentários; cada comentário virou uma correção, conferida pelos testes automáticos antes de publicar. O que mudou:

  • Nomes e rótulos: filtros “Classificação das anomalias” e “Campo de registro da anomalia na DO”; a palavra “recorte” saiu da página (a série leva o nome do que mostra, e a faixa abaixo dos filtros virou “Filtros aplicados”); indicadores de taxa e de participação dizem “por anomalia congênita”, também no mapa; abas “Óbitos com anomalia” e “Regionalização”; nomes completos das categorias da CID-10, da tabela oficial do DATASUS.
  • Gráficos: todo gráfico com intervalo de confiança diz isso na legenda, com o nível e o método; o perfil virou duas abas, cada uma comparada com o total correspondente; o quadro de preenchimento do código de anomalia deixou de responder ao filtro de grupo; o mapa mostra as divisas das ADS.
  • Textos: a legenda de “demais” diz exatamente quem entra em cada combinação de filtros; aviso de “Atenção” sobre as causas mal definidas nos primeiros anos; contagens sem casa decimal e percentuais com vírgula.
  • Conferências: a regionalização foi comparada com o IntegraSUS em todos os 184 municípios (antes, só nos 159 com óbito infantil em 2024).

Revisão por agentes (27/09/2026)

Seis revisores automáticos leram o código e a página; os achados foram conferidos antes de corrigir. O que mudou:

  • Com um componente etário escolhido, os textos passam a falar da mortalidade daquele componente, e não da mortalidade infantil.
  • “Demais óbitos infantis” e “demais nascidos vivos” são sempre o total menos a série escolhida, em todas as abas.
  • Códigos de categoria sem subcategoria (como Q90X, Q69X) deixaram de cair fora dos grupos da lista de 2025; o efeito é maior em 2007.
  • No mapa, as ADS sem nenhum evento têm cor própria, e a cor segue o valor como ele aparece arredondado; o mesmo vale para as tabelas de calor.
  • Município ignorado deixou de contar como “mesmo município” no deslocamento.
  • Quadros que não respondem a um filtro passaram a dizer isso; notas sobre um código por nascido até 2005 e sobre a mudança de padrão da gestação.
  • Intervalo de confiança visível também com um ano só; a tabela copiada vai para colunas separadas na planilha.

O que está dentro deste arquivo

O painel funciona sem internet porque os dados estão embutidos na página. São contagens por combinação de categorias:

  • 10.567 linhas de óbitos infantis com anomalia (causa básica ou menção), somando 10.710 óbitos: 10.502 de residentes no Ceará e 208 ocorridos no Ceará de residentes de outras UF (estes só aparecem no eixo de ocorrência);
  • 20.014 linhas de nascidos vivos com anomalia, somando 24.259 nascidos;
  • 14.459 linhas com os códigos de anomalia desses mesmos nascidos, por ano e ADS de residência (535 códigos diferentes), usadas nas abas “Fora da lista de 2025”, “Cardiopatias ao nascer”, “Q89 ao nascer” e no quadro de anomalias registradas;
  • totais de óbitos infantis e de nascidos vivos por ano e ADS, e esses mesmos totais por sexo, peso, gestação, idade da mãe e parto, uma variável de cada vez.

Como as combinações são muitas, a maioria das linhas tem contagem 1. Não há data, município, estabelecimento nem número da declaração; o menor território é a ADS. Município aparece em uma única tabela, por período de cinco anos. A origem são microdados públicos do DATASUS.

Quem fez o quê

cgarciafilho definiu a pergunta, o escopo e o método: capítulo XVII inteiro, série 2001–2025, três eixos de território (residência, ocorrência e município de nascimento) com toda taxa por residência, lista prioritária de 2025 e regionalização da SESA-CE de 2022. Organizou o projeto, escreveu as instruções e os prompts que guiaram o trabalho, tomou as decisões de classificação e de território e leu cada aba, com correções feitas a partir dos comentários deixados na página (26 e 27/09/2026). Extração, código, gráficos e texto foram feitos por IA: Claude Fable 5.1 (26 e 27/09/2026; abas novas e conferência com documentos da SESA-CE, 02/10/2026) e Claude Opus 5.5 (revisão por agentes e correções, 27/09/2026). Os números não foram recalculados à mão: a conferência numérica é automática. Os dados vêm de 90 arquivos do FTP do DATASUS. As conferências automáticas estão descritas na aba “Qualidade e métodos”.

No projeto de origem, que não está publicado: scripts p01–p10 em 7_painel/2_scripts/; plano em 7_painel/PLANO_painel.md; revisão por agentes em 7_painel/3_saidas/perfil/revisao_agentes.md.