Projeto SINASC–SIM · Anomalias · Brasil

Mortalidade infantil por anomalias congênitas no Brasil

Versão preliminar
Tema

Óbitos de menores de 1 ano com anomalia congênita como causa e nascidos vivos com anomalia registrada, por ano, grupo, idade e unidade da federação.

Fonte: SIM e SINASC, microdados do DATASUSSérie: 2001–2025 (2025 preliminar)População: residentes no Brasil, por UFArquivos conferidos no FTP em: SINASC 12/10/2026; SIM 26/09/2026Painel gerado em: 14/10/2026

Panorama

Quanto da mortalidade infantil se deve a anomalias congênitas, ano a ano.

Por estado

Comparação entre as 27 unidades da federação, por residência: mapa, ordem com intervalo de confiança e uma tabela com todas as medidas. A UF é o menor território desta versão.

Nascidos vivos com anomalia

O que a Declaração de Nascido Vivo registra: quantos nascem com anomalia, de que grupo e com que qualidade de preenchimento.

Fora da lista de 2025

Quais anomalias registradas ao nascer não entram em nenhum dos grupos da lista de anomalias prioritárias.

Cardiopatias ao nascer

Quais códigos de cardiopatia congênita aparecem na Declaração de Nascido Vivo e quem são esses nascidos.

Óbitos com anomalia

Quais grupos de anomalia respondem pelos óbitos infantis, como causa básica e como menção na Declaração de Óbito.

Idade ao morrer

Em que momento do primeiro ano de vida os óbitos ocorrem, no conjunto e por grupo de anomalia.

Nascer × morrer

O que o SINASC registra ao nascer comparado ao que o SIM registra como causa do óbito.

Perfil dos óbitos

Sexo, peso ao nascer, duração da gestação, idade da mãe, tipo de parto, raça/cor e escolaridade da mãe: óbitos por anomalia comparados com todos os óbitos infantis.

Perfil dos nascidos

Sexo, peso ao nascer, duração da gestação, idade da mãe, tipo de parto, raça/cor e escolaridade da mãe: nascidos com anomalia comparados com todos os nascidos vivos, e quantos nascem com anomalia em cada categoria.

Qualidade e métodos

O que entra em cada número, como foi conferido e o que os dados não permitem dizer.

Conferência com o TabNet

2001–2025

Dois caminhos independentes até o mesmo número: o do painel (FTP, leitor próprio, regras do painel) e o do DATASUS (TabNet), por UF de residência e ano. Só anos com arquivo definitivo reprovam.

Nos quatro indicadores, em cada uma das 27 UF e no total do Brasil, ano a ano de 2001 a 2024 (2.688 comparações), todos os números batem exatamente. 2025 (preliminar) é comparado sem reprovar: 112 de 112 comparações iguais. Nascidos com anomalia são comparados pelo campo “anomalia detectada = sim” (IDANOMAL), que é o que o TabNet tabula; o painel usa o código da anomalia, por isso esse indicador não é o mesmo da aba “Nascidos vivos com anomalia”.

Ver a conferência do Brasil ano a ano
Painel comparado ao TabNet, Brasil, 2001–2025
AnoÓbitos infantis, painelTabNetDif.Óbitos Q00–Q99, painelTabNet Dif. Nascidos vivos, painelTabNet Dif. Nascidos com anomalia (IDANOMAL = sim), painelTabNet Dif.
200161.94361.94307.5377.53703.115.4743.115.474015.61915.6190
200258.91658.91607.6837.68303.059.4023.059.402016.19716.1970
200357.54057.54007.9347.93403.038.2513.038.251016.95116.9510
200454.18354.18308.0808.08003.026.5483.026.548018.35618.3560
200551.54451.54407.8307.83003.035.0963.035.096018.80818.8080
200648.33248.33207.9107.91002.944.9282.944.928018.25818.2580
200745.37045.37007.7957.79502.891.3282.891.328018.87018.8700
200844.10044.10008.0348.03402.934.8282.934.828019.87819.8780
200942.64242.64207.8177.81702.881.5812.881.581021.05121.0510
201039.87039.87007.7097.70902.861.8682.861.868021.77221.7720
201139.71639.71607.9567.95602.913.1602.913.160022.98522.9850
201239.12339.12308.0158.01502.905.7892.905.789022.40022.4000
201338.96638.96608.0598.05902.904.0272.904.027023.13323.1330
201438.43238.43208.3768.37602.979.2592.979.259022.28422.2840
201537.50137.50108.3448.34403.017.6683.017.668024.48524.4850
201636.35036.35008.1888.18802.857.8002.857.800026.05426.0540
201736.22336.22308.2168.21602.923.5352.923.535025.28725.2870
201835.86435.86408.3138.31302.944.9322.944.932025.93225.9320
201935.29335.29308.3968.39602.849.1462.849.146024.83824.8380
202031.43931.43907.2737.27302.730.1452.730.145023.59623.5960
202131.85631.85607.3987.39802.677.1012.677.101022.95922.9590
202232.25732.25707.3997.39902.561.9222.561.922023.58323.5830
202332.01732.01707.6547.65402.537.5762.537.576025.77025.7700
202430.02030.02007.3027.30202.389.3252.389.325027.58827.5880
202529.90429.90407.3257.32502.456.6882.456.688032.07232.0720

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/perfil/conferencia_tabnet_uf.csv

Ver por UF
Anos com diferença entre o painel e o TabNet, por UF, 2001–2025
UFÓbitos infantis: anos com diferençaÓbitos Q00–Q99: anos com diferençaNascidos vivos: anos com diferençaNascidos com anomalia (IDANOMAL): anos com diferença
AC0000
AL0000
AM0000
AP0000
BA0000
CE0000
DF0000
ES0000
GO0000
MA0000
MG0000
MS0000
MT0000
PA0000
PB0000
PE0000
PI0000
PR0000
RJ0000
RN0000
RO0000
RR0000
RS0000
SC0000
SE0000
SP0000
TO0000
Brasil0000

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/perfil/conferencia_tabnet_uf.csv

O que a conferência não cobre: o conteúdo campo a campo, os grupos de anomalia, o perfil e as faixas de idade. Ela garante os totais por UF e ano. Para o Ceará, além disso, cada tabela do cubo nacional é comparada com o cubo do painel do Ceará (p06_build_cube_br) e a página nacional com o filtro UF = Ceará é comparada com a página do Ceará (p12_check_ce_vs_ceara).

Conferência com o painel do Ministério da Saúde

2012–2025

O painel de anomalias congênitas do Ministério da Saúde (CNIE/SVSA) usa as mesmas fontes e a mesma lista de anomalias prioritárias de 2025. Os números do MS foram lidos do próprio painel em 14/10/2026 (dados até 12/2025); os deste painel são recalculados a cada montagem. Só os nascidos vivos reprovam.

Nascidos vivos: iguais em 13 de 13 anos definitivos (2012–2024). Óbitos infantis com anomalia como causa básica: o MS tem de 0 a 8 a mais por ano. Nascidos com anomalia: o MS conta o nascido com código ou com “anomalia detectada = sim” sem código; o painel exige código válido. Somando ao painel os “sim” sem código, a diferença fica entre -39 e 0 por ano (2021: -39, não investigado). O cartão “Nascidos com AC” do MS conta códigos de anomalia, não nascidos: em 2024 ele mostra 36.790, contra 27.588 nascidos com anomalia no próprio painel do MS; o painel conta 36.765 códigos em 27.563 nascidos. 2025 vem de arquivos de datas diferentes (o painel do MS foi atualizado em 05/2026), por isso difere mais.

Ver a comparação ano a ano
Painel comparado ao painel de anomalias congênitas do Ministério da Saúde, Brasil, 2012–2025 (diferença = MS − painel)
AnoArquivoNascidos vivos, painelMSDif.Óbitos infantis por anomalia (causa básica), painelMS Dif. Nascidos com anomalia (código válido), painel“Sim” sem códigoPainel pela regra do MSMS Dif. (regra do MS)Códigos de anomalia, painelCartão “Nascidos com AC” do MSDif.
2012definitivo2.905.7892.905.78908.0158.021622.3287622.40422.400-427.57726.991-586
2013definitivo2.904.0272.904.02708.0598.065623.1082623.13423.133-128.70828.73022
2014definitivo2.979.2592.979.25908.3768.378222.287022.28722.284-328.01128.008-3
2015definitivo3.017.6683.017.66808.3448.347324.4444124.48524.485030.98631.03044
2016definitivo2.857.8002.857.80008.1888.191326.0084826.05626.054-233.11033.15949
2017definitivo2.923.5352.923.53508.2168.224825.2147525.28925.287-232.64132.71473
2018definitivo2.944.9322.944.93208.3138.316325.9023225.93425.932-233.70433.73329
2019definitivo2.849.1462.849.14608.3968.397124.8162224.83824.838032.45132.47322
2020definitivo2.730.1452.730.14507.2737.274123.5425423.59623.596030.54830.60254
2021definitivo2.677.1012.677.10107.3987.401322.9742422.99822.959-3929.94429.919-25
2022definitivo2.561.9222.561.92207.3997.399023.5483623.58423.583-130.81730.85235
2023definitivo2.537.5762.537.57607.6547.657325.7472325.77025.770033.98534.00823
2024definitivo2.389.3252.389.32507.3027.305327.5632727.59027.588-236.76536.79025
2025preliminar2.456.6882.452.875-3.8137.3257.234-9132.0274632.07331.354-71943.03242.102-930

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/perfil/conferencia_ms.csv

Quem comparar os dois painéis vai ver números diferentes em nascidos com anomalia; as regras de contagem explicam quase tudo (colunas “Painel pela regra do MS” e “Cartão do MS”). O painel do MS também traz óbitos fetais, município, local do parto e filtros de perfil; este traz a série desde 2001, intervalos de confiança, idade ao morrer e a conferência publicada.

Desde quando cada variável existe

Medido nos próprios arquivos nacionais, ano a ano, de 2001 em diante.

SistemaVariávelPrimeiro ano com preenchimentoServe para
SINASCAnomalia detectada (IDANOMAL)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)completude do campo de anomalia
SINASCCódigo da anomalia (CODANOMAL)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)anomalia registrada ao nascer
SINASCMais de um código de anomalia por nascido2006anomalias múltiplas; antes disso, um código só
SIMLinhas da Declaração de Óbito (LINHAA–LINHAII)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)menção de anomalia sem ser causa básica
SINASCRaça/cor do nascido (RACACOR)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)perfil dos nascidos
SINASCEscolaridade da mãe em anos de estudo (ESCMAE)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)perfil dos nascidos
SIMRaça/cor da criança (RACACOR)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)perfil dos óbitos
SIMEscolaridade da mãe em anos de estudo (ESCMAE)2001 (início da série; antes de 2001 não foi medido nos arquivos nacionais)perfil dos óbitos

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/agregados/painel_dados_br.json (fatos)

Qualidade do registro de óbitos

2001–2025

Artefatos de registro vêm antes da leitura epidemiológica.

Ver os indicadores ano a ano
Qualidade do registro de óbitos infantis, Brasil, por ano
AnoArquivo% de óbitos infantis com causa mal definida% de DO com linhas preenchidas% dos óbitos por anomalia com Q89.9 ou Q24.9
2001definitivo10,099,932,3
2002definitivo8,8100,032,0
2003definitivo8,399,631,0
2004definitivo6,999,331,6
2005definitivo5,399,730,0
2006definitivo4,6100,030,5
2007definitivo4,0100,029,1
2008definitivo3,9100,027,9
2009definitivo3,799,728,4
2010definitivo3,6100,026,8
2011definitivo3,2100,026,8
2012definitivo3,1100,025,6
2013definitivo2,8100,023,9
2014definitivo2,6100,023,5
2015definitivo2,2100,022,4
2016definitivo2,6100,021,8
2017definitivo2,5100,020,7
2018definitivo2,4100,019,0
2019definitivo2,5100,019,9
2020definitivo2,6100,018,4
2021definitivo2,5100,018,4
2022definitivo2,6100,017,8
2023definitivo2,3100,017,2
2024definitivo2,2100,016,5
2025preliminar2,3100,016,1

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/agregados/painel_dados_br.json (qualidade)

As causas mal definidas vão de 10,0% dos óbitos infantis em 2001 a 2,2% em 2015. A qualidade varia muito entre as UF; o filtro de UF mostra cada caso nas abas de dados.

Raça/cor e escolaridade da mãe: preenchimento

2001–2025

As duas variáveis entram no perfil desta versão. Antes de comparar categorias, veja quanto ficou sem informação em cada ano.

Sem raça/cor: 11,9% em 2001 e 1,5% em 2024 dos nascidos vivos; 28,0% em 2001 e 5,5% em 2024 dos óbitos infantis. Sem escolaridade da mãe: 4,6% em 2001 e 0,6% em 2024 dos nascidos vivos; 48,3% em 2001 e 14,7% em 2024 dos óbitos infantis.

Ver ano a ano
Raça/cor e escolaridade da mãe não informadas, Brasil, por ano
AnoSINASC: % sem raça/corSINASC: % sem escolaridade da mãeSIM: % sem raça/corSIM: % sem escolaridade da mãe
200111,94,628,048,3
200211,83,725,843,5
200311,23,322,941,3
200410,32,721,636,7
20059,22,520,435,3
20067,42,615,731,1
20076,12,914,431,7
20085,52,112,526,5
20095,02,012,525,4
20104,41,411,524,8
20113,81,812,023,3
20124,02,311,522,0
20134,12,011,421,4
20144,11,710,120,1
20154,41,59,419,0
20164,31,48,218,1
20173,71,47,917,2
20183,21,57,915,8
20192,61,17,516,6
20202,61,18,017,8
20212,41,17,718,2
20222,20,96,117,5
20231,80,76,115,3
20241,50,65,514,7
20251,40,65,715,1

Fonte dos números: 8_painel_brasil/3_saidas/agregados/painel_dados_br.json (nvp, oip)

Escolaridade é a da mãe, em anos de estudo (campo ESCMAE), que existe em toda a série; o campo por nível de escolaridade (ESCMAE2010) só começa em 2011 e não é usado. Códigos fora do dicionário (no SIM, “0” e “8” entre 2009 e 2013) contam como não informados.

Definições

Óbito infantil
Óbito não fetal de menor de 1 ano, pela UF de residência: unidade de IDADE em minutos, horas, dias ou meses, ou IDADE = 400 (“0 anos”, sem detalhe), como faz o DATASUS. Fonte: arquivo nacional de óbitos infantis do SIM (DOINF).
Óbito por anomalia congênita
Causa básica (CAUSABAS) no capítulo XVII da CID-10, Q00–Q99.
Menção
Código Q em qualquer linha da Declaração de Óbito ou na causa básica.
Nascido com anomalia
Pelo menos um código válido em CODANOMAL, nos arquivos do SINASC por UF de residência da mãe. “Sim” sem código é contado à parte.
Território
UF de residência, pelos dois primeiros dígitos do município de residência. O que não é das 27 UF (exterior ou ignorado) fica em “UF de residência ignorada ou exterior”, que entra no total do Brasil e nunca é redistribuído. As cinco regiões agrupam as UF.
Taxa
Por 10 mil nascidos vivos do SINASC, mesma residência e mesmos anos, com IC95% exato de Poisson. O equivalente por 1.000 aparece ao lado da mortalidade infantil total.
Grupos
Os 14 grupos da lista de anomalias prioritárias de 2025 (classificação principal) e os blocos do capítulo XVII da CID-10, classificados pelo pacote anomaliasbr. Código de categoria sem subcategoria (por exemplo, Q90X) entra no grupo quando todas as subcategorias da categoria estão no mesmo grupo. Nascido que só tem códigos de fora do capítulo XVII (quase sempre D18.0, hemangioma) entra em “Fora da lista de 2025” e em nenhum bloco.
Demais
“Demais óbitos infantis” e “demais nascidos vivos” são sempre todos os outros: o total menos a série escolhida nos filtros.
Componentes
Neonatal precoce (0–6 dias), neonatal tardio (7–27 dias) e pós-neonatal (28–364 dias).
Raça/cor
Campo RACACOR: do nascido, na Declaração de Nascido Vivo; da criança, na Declaração de Óbito. Branca, preta, amarela, parda e indígena.
Escolaridade da mãe
Anos de estudo concluídos (ESCMAE): nenhum, 1 a 3, 4 a 7, 8 a 11, 12 ou mais.

Limites

  • Sem linkage entre SIM e SINASC: nenhuma medida acompanha a mesma criança do nascimento ao óbito.
  • Sem correção de sub-registro de óbitos ou de nascimentos, que é desigual entre as UF e maior nos anos mais antigos. As taxas das UF do Norte e do Nordeste nos primeiros anos são as menos confiáveis.
  • 902 óbitos infantis de 2001–2025 têm idade “menor de 1 ano” sem detalhe (226 em 2002); entram no total e ficam fora dos componentes. 39 têm anomalia como causa básica.
  • Até 2005 o SINASC guarda um só código de anomalia por nascido; grupos que costumam vir como segundo código ficam subestimados nesses anos.
  • A distribuição da duração da gestação muda de padrão entre 2010 e 2012, no SIM e no SINASC. Comparar períodos antes e depois disso mistura mudança de registro com mudança real.
  • O menor território é a UF: diferenças dentro de uma UF não aparecem. Município, região de saúde e estabelecimento não entram nesta versão.
  • 2025 vem de arquivo preliminar e pode mudar.

Sobre esta versão

Aviso de uso e contato, o que é esta versão, as decisões aplicadas, as conferências e o que está dentro do arquivo.

Aviso: versão preliminar, de teste

Este painel é um projeto pessoal de pesquisa, em versão preliminar e de teste. Não é um produto oficial. Não foi revisado nem aprovado por nenhuma instituição, e o conteúdo não representa a posição do Ministério da Saúde, de secretarias de saúde ou de qualquer outra instituição a que o autor esteja vinculado.

O painel pode conter erros, e é provável que contenha: de dados, de cálculo, de classificação das anomalias, de atribuição de território ou de interpretação. Boa parte dele foi feita com ajuda de inteligência artificial (ver “Quem fez o quê”, abaixo). Esta versão nacional foi lida aba a aba pelo responsável (12/10/2026, e de novo em 14/10/2026, com as partes do passo 7), mas ainda não foi avaliada por colegas, ao contrário do painel do Ceará de que deriva; as conferências numéricas são automáticas e estão listadas abaixo. Use com cautela. Antes de citar um número ou de tomar uma decisão com base nele, confira nas fontes oficiais (TabNet do DATASUS) e leia as limitações na aba “Qualidade e métodos”.

Os dados vêm dos microdados públicos do SIM e do SINASC, sem identificação de pessoas. Os números podem mudar quando o DATASUS atualizar os arquivos, sobretudo os de 2025.

Erros, dúvidas e sugestões: cgarciafilho@gmail.com.

O que é esta versão

É a versão nacional, com escopo menor, do painel de mortalidade infantil por anomalias congênitas do Ceará. Cobre as 27 unidades da federação, de 2001 a 2025, com a UF de residência como menor território: não há município, região de saúde nem estabelecimento. Foi feita em passos, cada um conferido antes do seguinte:

  1. Abas retiradas (11/10/2026): “Cardiopatias ao nascer”, “Q89 ao nascer”, “Regionalização” e “Residência, nascimento e óbito”, e o quadro “O que há em Outras AC do Aparelho Circulatório”, porque dependem de município, estabelecimento ou região de saúde.
  2. Aba “Por estado” (12/10/2026): mapa das 27 UF, ordem com intervalo de confiança e tabela, em quatro medidas, com os arquivos nacionais.
  3. As outras abas com os dados nacionais (12/10/2026): as sete abas de dados passaram a ler as bases por UF; os filtros de Superintendência Regional e de ADS do Ceará viraram Região (5) e UF (27); a aba “Qualidade e métodos” ficou só com o que foi medido nas bases nacionais.
  4. Estes textos (12/10/2026).
  5. Publicação (12/10/2026): título sem “em construção” e página pública no GitHub Pages, depois da leitura aba a aba pelo responsável.
  6. Aba “Cardiopatias ao nascer” de volta (12/10/2026), a pedido do responsável depois da leitura: as cardiopatias congênitas são o primeiro grupo de causa básica também no Brasil (74.781 dos 196.543 óbitos infantis com anomalia como causa básica, 38%, 2001–2025). É a aba do Ceará sem o quadro “Onde nascem”, que depende do município de nascimento.
  7. Três melhorias depois da comparação com o painel do Ministério da Saúde (14/10/2026), escolhidas pelo responsável: o quadro “Conferência com o painel do Ministério da Saúde” na aba “Qualidade e métodos”; raça/cor e escolaridade da mãe nas abas de perfil, com a taxa de nascidos com anomalia por categoria; e, na aba “Por estado”, uma tabela com todas as medidas por UF, mais um botão para baixar cada tabela do painel em CSV.

O que não mudou em relação ao painel do Ceará: os grupos da lista de anomalias prioritárias de 2025 e os blocos da CID-10, as regras de óbito infantil, de causa básica e de menção, as cinco variáveis de perfil do Ceará (raça/cor e escolaridade da mãe existem só nesta versão), os gráficos e a lógica dos filtros. O painel do Ceará continua publicado e intacto.

Decisões aplicadas

  1. Período: 2001–2025, com 2025 preliminar incluído e marcado. Os arquivos nacionais anteriores a 2001 não foram baixados; o motivo de começar em 2001 está na nota abaixo dos filtros.
  2. Fontes: óbitos do arquivo nacional de óbitos infantis do SIM (DOINF, 30 arquivos), e não dos 27 arquivos de óbitos por UF, porque tem os mesmos campos e, para o Ceará, reproduz o painel de origem ano a ano; nascidos vivos dos 675 arquivos do SINASC por UF de residência, por microdados e não por agregados do TabNet, para manter o filtro por grupo de anomalia nos nascidos. Os arquivos brutos (2,9 GB) foram arquivados fora da máquina depois da extração, com conferência de tamanho e soma de verificação.
  3. Território: UF de residência da mãe (nascidos) ou da criança (óbitos), pelos dois primeiros dígitos do município de residência. O que não é das 27 UF (exterior ou ignorado) fica em “UF de residência ignorada ou exterior” — 0 dos 241.173 óbitos com anomalia —, entra no total do Brasil e nunca é redistribuído. As cinco regiões agrupam as UF.
  4. Unidade: 10 mil nascidos vivos para anomalias, com o equivalente por 1.000 ao lado da mortalidade infantil total.
  5. Classificação principal: lista de anomalias prioritárias de 2025; os blocos da CID-10 são a alternativa no filtro.
  6. Códigos fora do capítulo XVII no campo de anomalia da DN: mantida a regra do painel do Ceará — código válido da CID-10 fora do capítulo XVII conta como nascido com anomalia, em “Fora da lista de 2025” e em nenhum bloco. No Ceará isso alcançava dois códigos; no Brasil são 85 códigos em 2.378 registros de nascidos que só têm código de fora do capítulo, 2.189 deles D18.0 (hemangioma). A aba “Fora da lista” lista cada um. A decisão foi tomada com esses números à vista, para não mudar o painel do Ceará; pode ser revista.
  7. Perfil em duas abas: óbitos por anomalia comparados com todos os óbitos infantis, e nascidos com anomalia comparados com todos os nascidos vivos. Raça/cor e escolaridade da mãe (14/10/2026) usam os campos RACACOR e ESCMAE, que existem em toda a série; a taxa por categoria aparece só para os nascidos, em que numerador e denominador vêm do mesmo registro (SINASC). Nos óbitos, o numerador viria do SIM e o denominador do SINASC, preenchidos por pessoas diferentes, por isso só a distribuição.
  8. Duração da gestação lida só do campo de faixa, sem recuperar pelo número de semanas.
  9. Códigos sem nome na tabela da CID-10 do DATASUS: Q31.4 recebe o nome da tabela de anomalias do TabWin; Q87.9, subcategoria que não existe na CID-10, fica como foi digitado, com o nome “Subcategoria inexistente na CID-10”.
  10. Tamanho do arquivo: todas as contagens estão embutidas na página, como no painel do Ceará; com 27 UF ela ficou maior, e o limite foi fixado em 15 MB. Com raça/cor e escolaridade (14/10/2026) os dados passaram desse limite; desde então vão comprimidos dentro da página (3,6 MB, contra 15,8 MB sem compressão) e o navegador os descomprime ao abrir, o que pede um navegador de 2023 em diante. Nenhum cruzamento foi cortado para caber.

Conferências desta versão

Todas automáticas, refeitas a cada montagem da página; falha em qualquer uma impede a montagem.

  • Extração: registros lidos iguais ao cabeçalho de cada arquivo; ano dos registros igual ao ano do arquivo; o Ceará extraído aqui reproduz, ano a ano, os óbitos infantis, os óbitos por anomalia, os nascidos vivos e os nascidos com código do painel do Ceará.
  • Cubo: cada tabela soma a base; grupos, blocos e Q89 refeitos a partir dos códigos coincidem com as máscaras, nascido a nascido; com o filtro UF = Ceará, cada tabela do cubo nacional é igual à do painel do Ceará, somada sobre as regiões de saúde.
  • TabNet do DATASUS: nascidos vivos, nascidos com anomalia detectada, óbitos de menores de 1 ano e óbitos do capítulo XVII, por UF e ano e no total do Brasil, 2001–2025: Nos quatro indicadores, em cada uma das 27 UF e no total do Brasil, ano a ano de 2001 a 2024 (2.688 comparações), todos os números batem exatamente.
  • Página × bases: para combinações sorteadas de filtros, o que a página calcula no navegador é comparado com o cálculo direto nas bases: aba “Por estado”, 60 de 60 combinações iguais; as oito abas de dados, 2.640 de 2.640 medidas iguais em 60 combinações.
  • Página nacional × página do Ceará: com o filtro UF = Ceará, as séries, o perfil, as abas “Fora da lista” e “Cardiopatias ao nascer” e as anomalias registradas são iguais às do painel do Ceará: 420 de 420 quadros em 60 combinações.
  • Painel do Ministério da Saúde (14/10/2026): nascidos vivos iguais em 13 de 13 anos definitivos; as demais diferenças estão explicadas no quadro da aba “Qualidade e métodos”.
  • Navegador: todas as abas renderizam, os filtros respondem, o mapa tem 27 UF, sem erro de JavaScript.

O que esta versão não tem

  • Avaliação por colegas (o painel do Ceará passou por ela em 07/10/2026). As correções que ela gerou lá estão incorporadas aqui, porque o código é o mesmo. A leitura aba a aba pelo responsável foi feita em 12/10/2026.
  • Comparação com fontes estaduais (IntegraSUS, documentos de secretarias): só existia para o Ceará e não se aplica às outras UF. A conferência externa desta versão é o TabNet, mais o painel do Ministério da Saúde.
  • Território menor que a UF, estabelecimento de nascimento ou de óbito, deslocamento entre residência e ocorrência.
  • Óbitos fetais. O painel do Ministério da Saúde os mostra, com a mortalidade fetal por anomalia e a prevalência por nascimentos (vivos e óbitos fetais).

O que está dentro deste arquivo

O painel funciona sem internet porque os dados estão embutidos na página, comprimidos. São contagens por combinação de categorias, por UF de residência e ano:

  • 233.887 linhas de óbitos infantis com anomalia (causa básica ou menção), somando 241.173 óbitos, 196.543 deles com a anomalia como causa básica;
  • 370.877 linhas de nascidos vivos com anomalia, somando 556.567 nascidos;
  • 152.204 linhas com os códigos de anomalia desses mesmos nascidos (787 códigos diferentes, em 37.278 combinações), usadas nas abas “Fora da lista de 2025” e “Cardiopatias ao nascer” e no quadro de anomalias registradas;
  • totais de óbitos infantis e de nascidos vivos por ano e UF, e esses mesmos totais por sexo, peso, gestação, idade da mãe, parto, raça/cor e escolaridade da mãe, uma variável de cada vez;
  • as contagens por UF da aba “Por estado” e o mapa das UF (malha do IBGE).

Como as combinações são muitas, a maioria das linhas tem contagem 1. Não há data, município, estabelecimento nem número da declaração; o menor território é a UF. A origem são microdados públicos do DATASUS: 675 arquivos do SINASC por UF e 30 arquivos nacionais de óbitos infantis do SIM.

Quem fez o quê

cgarciafilho definiu a pergunta e o escopo desta versão — o painel do Ceará levado ao Brasil com menos abas e a UF como menor território —, conduziu o trabalho em passos (abas retiradas; aba “Por estado”; as outras abas com os dados nacionais; estes textos, 11 e 12/10/2026), escolheu as fontes (microdados do SINASC por UF, e não agregados do TabNet, para manter o filtro por grupo nos nascidos), o território (Região e UF), o conteúdo da aba “Qualidade e métodos” (só qualidade de dados nacional) e, diante dos números, o limite de tamanho da página e a regra para os códigos fora do capítulo XVII; em 14/10/2026 pediu a comparação com o painel do Ministério da Saúde e escolheu três das melhorias propostas nela. Extração, código, gráficos, testes e texto foram feitos por IA (Claude Fable 5.1 e Claude Opus 5.5), que também diagnosticou e corrigiu as falhas de execução. Os números não foram recalculados à mão: a conferência numérica é automática. As conferências automáticas estão descritas acima e na aba “Qualidade e métodos”.

No projeto de origem, que não está publicado: scripts p01–p13 em 8_painel_brasil/2_scripts/; guia em 8_painel_brasil/LEIA-ME.md; decisões em METODO.md.